Bastidores

Torcedores contam como foi cruzar com jogadores da NBA na vida real

Bombando no Reddit

Sem nenhuma notícia por trás, um tópico leve no r/nba virou um balaio de histórias de encontros com jogadores, de LeBron James a Michael Jordan. Assunto de arquibancada, mas com bastante gente querendo contar a sua.

Tudo começou com um torcedor que nunca conheceu um jogador de verdade: só pegou autógrafos na entrada e na saída do vestiário e quis saber como é a experiência. A resposta veio em enxurrada, e o tom geral é que a maioria dos craques é gente simpática, com uma ou outra exceção de pressa ou de reserva.

O relato mais inusitado é de quem trabalhou com LeBron James, ala, num comercial da Nike em Los Angeles. Segundo a pessoa, ele chegou, foi pontual e aceitou bem a direção, mas soltava pum alto quando queria durante as gravações, no ginásio. Ela faz questão de avisar que não é piada. Outro torcedor cruzou com Steven Adams, pivô, num Target: o jogador conversou um pouco e apertou a mão dele, e a lembrança que ficou foi o tamanho da mão, como uma criança cumprimentando um adulto. Já a história de Klay Thompson, armador, é de sofá: um torcedor assistiu com ele ao jogo em que os EUA perderam para a Bélgica na Copa de 2014. Na época, havia rumores de troca de Klay por Kevin Love, e o torcedor, já bem alegre, disse que nunca faria a troca porque Love não defendia. Klay bateu na mão dele.

Os relatos mais antigos têm sabor de nostalgia. Um torcedor conversou com Michael Jordan no Club Dream, quando ele jogava nos Wizards, e MJ lembrou de ter conhecido os pais dele em Atlantic City em 1993 e de ter assinado uma nota de US$ 20 (cerca de R$ 108) que a família guarda até hoje. Outro viu Kobe em Eagle, no Colorado, em 2003, mas ele parecia com pressa e ficou por isso mesmo. Teve ainda quem dividiu uma noite numa cela com Vernon Maxwell e saiu dizendo que ele era gente boa.

Quem trabalha com hotelaria de luxo há mais de 20 anos resume: a maioria é tranquila, embora um pouco fechada, e o contato costuma ser mais com a equipe que os acompanha do que com eles. Um torcedor que viu Wemby num clube de comédia em Nova York conta algo parecido: segurança pesada, mas simpatia com os funcionários do lugar.

Voz da torcida

  • “A melhor do tópico: nos anos 90, um jogador foi comprar bebida no mercado onde a mãe de um torcedor era caixa, ela pediu o documento e ele soltou que jogava nos Warriors e perguntou se ela não sabia quem ele era. A mãe, que não ligava para esporte, olhou o documento e respondeu que não. Chris Gatling passou o recibo.”
  • “Sobre Steven Adams no Target: o torcedor só queria não incomodar, mas acabou apertando a mão do pivô e se sentiu uma criança cumprimentando um adulto.”
  • “Sobre o Klay: ele estava tranquilo, bem à vontade, exatamente como se espera dele. O torcedor engoliu a pergunta da troca a noite toda e só soltou, depois de uns drinques, que jamais trocaria Klay por Kevin Love porque Love não defendia. Levou um toque de mão de volta.”
  • “Encontro com Dwyane Wade: o torcedor era criança, gordinho, e só guarda o olhar que o astro deu na calçada de South Beach. Ficou na dúvida se Wade não gosta de criança gordinha, mas diz que foi uma experiência de qualquer jeito.”
  • “A nota de US$ 20 assinada por Jordan ainda está guardada pela família: além de lembrar dos pais do torcedor de Atlantic City, MJ ainda conversou com ele.”

Entre a mão gigante de Adams e a mãe que respondeu que não sabia quem era Gatling, o tópico prova que craque de basquete vira gente comum na fila do mercado.

Guia rápido

  • r/nba — comunidade do Reddit dedicada à NBA, onde torcedores discutem notícias, jogos e curiosidades
  • Dr J — apelido de Julius Erving, jogador de outra era do basquete americano
  • first pitch (primeiro arremesso) — lançamento cerimonial que uma celebridade faz antes de um jogo de beisebol
  • spring training — período de pré-temporada do beisebol americano, com jogos-treino

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)