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Willie Cauley-Stein diz que seu maior arrependimento na NBA foi não ter cultivado relações fora de quadra, e que hoje vive mês a mês com a casa em execução hipotecária. A pauta é de nicho, mas rendeu debate no r/nba, e a torcida não demonstrou simpatia.
Numa conversa com Z-Bo e Tony Allen, Cauley-Stein foi perguntado sobre o que levaria mais a sério na NBA se estivesse jogando hoje. Ele respondeu que seria a parte política: quando se fala do lado de negócios do basquete, ele era um hooper, não um empresário. O que mais lamenta, segundo ele, é não ter ficado nas festinhas. Tony Allen resumiu como falar com o pessoal da primeira fila, e Cauley-Stein concordou, dizendo que precisava dessas relações para se estruturar e à família depois da carreira.
Ele afirmou ter 32 anos, estar no auge e que deveria seguir jogando. Também contou que a casa dele está em execução hipotecária e que vive mês a mês. Para ele, tudo isso pesa.
A torcida foi direto para a conta. Outro fala em US$ 26 milhões (cerca de R$ 140 milhões) de ganhos. Segundo esse torcedor, mesmo descontando metade em impostos, sobrariam US$ 13 milhões (cerca de R$ 70 milhões) em cerca de nove anos. Um terceiro cravou pelo menos US$ 12 milhões (cerca de R$ 65 milhões) líquidos. Esses valores são de comentaristas, não foram confirmados na matéria.
Para essa turma, o problema não está na falta de festa, e sim no destino do dinheiro. Alguns ainda apontam que ele poderia ganhar bem jogando na Europa ou na Ásia, e um deles chegou a pedir que tirem o microfone dos ex-atletas.
Voz da torcida
- “"Meu erro foi não cultivar relações depois de torrar 26 milhões de dólares." Não, amigo, o erro foi torrar os 26 milhões.”
- “Então o motivo de não estar mais na liga é não ter batido papo nas festinhas, né? (ironia)”
- “Ele ainda pode ganhar dinheiro de verdade na Europa ou na Ásia; viver mês a mês com esse histórico é gestão financeira muito ruim.”
- “Metade para os impostos e ainda sobra mais de 12 milhões de dólares limpos. Sem simpatia nenhuma.”
- “Eu teria só jogado melhor. Mas eu sou diferenciado. (piada)”
Pela régua da arquibancada virtual, festa não paga hipoteca; planilha paga.
Guia rápido
- hooper — gíria em inglês para o jogador focado em jogar basquete, sem se envolver com o lado de negócios
- networking — construir contatos e relações profissionais; é o que Cauley-Stein diz ter faltado nas festinhas
- execução hipotecária (foreclosure) — quando o banco retoma um imóvel financiado por atraso no pagamento
- viver mês a mês — gastar tudo o que entra a cada mês, sem reserva nem folga no orçamento
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)