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Stevens defende troca de Jaylen Brown por Paul George nos Celtics

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Brad Stevens foi ao microfone justificar a troca que mandou Jaylen Brown para os 76ers em troca de Paul George, e o r/nba respondeu com debate, ironia e bastante desconfiança.

Stevens não entrou em detalhes de números. Disse que a decisão passa por uma pergunta: "o lugar onde estamos hoje vai nos levar aonde queremos chegar no fim? Se não, faz sentido explorar outros caminhos, mesmo que isso seja muito duro no curto prazo?". Para boa parte da torcida, a frase é uma forma comprida de dizer que os Celtics preferiram abrir mão de curto prazo em nome de um plano maior.

A leitura mais comum nos comentários é financeira. Há quem diga que Brown, armador que ganha cerca de US$ 60 milhões por ano (cerca de R$ 324 milhões) e logo poderá renovar, não cabia mais ao lado de outro contrato máximo, o de Jayson Tatum. Outro torcedor aposta que Brown pediria US$ 70 milhões (cerca de R$ 378 milhões) por temporada e não valeria o preço, provocando com um George "de 50 anos" que teria travado o rival, exagero de piada.

Também aparece a ideia de que essa foi uma temporada de espera. Um torcedor lembra que Stevens vinha repetindo, em variações, que o time não é candidato este ano, e por isso estranhou que ele não tentasse vender George como um encaixe melhor. Outro responde que os Celtics não têm pressa de título, já que, segundo ele, a dupla Tatum-Brown já ganhou um.

Nem todo mundo aprova o caminho. Uma parte critica os Celtics por terem dado o contrato máximo a Brown para depois se livrarem dele, enquanto outros dizem que era melhor mexer agora do que insistir num produto que, na opinião deles, terminaria em eliminação na segunda rodada.

Voz da torcida

  • “É uma explicação enorme para dizer que precisavam se livrar desse contrato e ganhar flexibilidade: abrir mão deste ano para competir daqui a um a três.”
  • “A trilha do vídeo parece de reunião de marketing multinível. Fica difícil levar a sério.”
  • “Os Celtics acertaram: ver George segurar Brown não é bom sinal para o futuro dele, e não vale US$ 70 milhões por ano.”
  • “Sem arrependimento: se der certo em Boston, foi a decisão certa; se der errado, foi a errada. Basquete profissional é isso.”
  • “Dois contratos máximos não iam funcionar. Melhor mexer agora do que ficar em um time que só chegaria à segunda rodada.”

No fim, como resumiu um torcedor, a troca vai ser boa ou ruim conforme o que acontecer em Boston, e não do lado dos 76ers.

Guia rápido

  • supermax — contrato de valor mais alto que a liga permite, reservado a jogadores que cumprem critérios de prêmios e desempenho.
  • elegível a extensão — quando o jogador já pode renovar o contrato antes de ele acabar, o que costuma pesar nas decisões do time.
  • front office (FO) — a diretoria de basquete, que cuida de trocas, contratações e da folha salarial.
  • flexibilidade salarial — folga na folha de pagamentos para contratar, trocar ou renovar sem estourar o teto.
  • eliminação na segunda rodada — cair nas semifinais de conferência dos playoffs, uma fase antes da final da conferência.

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)