A disputa pelo controle dos Lakers ganhou um capítulo tenso: cinco dos seis irmãos Buss votaram para vender a participação restante da família (17,8%), e uma carta de Streisand avisa que isso pode ser quebra de dever fiduciário. É pauta de bastidores, mas o r/nba não fala de outra coisa.
Segundo a ESPN, em reportagem de Shelburne, tudo teria começado quando Joe McCormack, vice-presidente de finanças dos Lakers, convocou uma reunião de emergência dos irmãos Buss numa segunda-feira à noite. A pauta era discutir a dissolução do trust familiar e buscar aprovação para travar todas as cotas da família por quatro anos num novo trust. Na terça, quando a família se reuniu, ninguém mencionou o acordo de Walter para vender a franquia a Kushner e Iger. Uma fonte da família disse à ESPN que a reunião deixou todo mundo assustado e provocou novas conversas entre os cinco irmãos para vender as cotas restantes, com Jeanie Buss abstendo-se.
A votação sobre a venda dos 17,8% está aberta desde a terça anterior, ou seja, antes de Walter fechar o acordo com Kushner e Iger. Jeanie Buss foi a única que não votou na segunda-feira, e várias fontes disseram à ESPN que não respondeu à consulta da família.
Aí entrou a carta de Streisand, obtida primeiro pela CNBC. O texto diz que os co-trustees são obrigados a votar de modo a manter o mínimo de 15% de participação, para que Jeanie Buss continue como Controlling Owner (o cargo que dá o comando da franquia). Qualquer tentativa em contrário, segundo a carta, seria quebra de trust, quebra de dever fiduciário e desacato à corte. Streisand exigiu que os cinco irmãos declarem publicamente quem é a Controlling Owner e não tomem nenhuma ação sobre a votação.
Na comunidade, a reação mistura ironia com desconfiança. Há quem critique a ESPN por contar a história a partir da versão de cinco dos seis presentes na reunião, e há quem ache que Jeanie Buss errou ao demitir os irmãos, porque, se seguissem empregados, teriam votado não.
Voz da torcida
- “Tem torcedor achando que, se Jeanie Buss não tivesse demitido os irmãos, eles teriam votado não. Para essa turma, o erro foi de casa.”
- “Um lembrou que o dono do Baltimore Ravens disse este ano que venderia o time antes de morrer justamente para não destruir a família. Agora dá para ver como isso acontece na prática.”
- “Não faltou piada com o nome da carta: alguém perguntou se era a Barbra Streisand que estava metida na história.”
- “A previsão mais cética é que isso vai ficar preso com advogados até 2030, no mínimo.”
- “Outro ficou sem entender como o vice-presidente dos Lakers achou que seria possível dissolver o trust.”
Com a carta de Streisand na mesa e a votação sobre os 17,8% já aberta, a piada da torcida de que isso vai parar nos advogados até 2030 pode não ser tão exagerada.
Guia rápido
- trust familiar — estrutura jurídica em que os bens, aqui as cotas dos Lakers, ficam sob a administração de fiduciários (co-trustees) em nome da família
- Controlling Owner — o cargo que dá o comando da franquia; segundo a carta de Streisand, exige que se mantenha o mínimo de 15% de participação
- dever fiduciário — obrigação legal de quem administra bens de terceiros de agir no interesse deles e não no próprio
- desacato à corte (contempt of court) — descumprimento de uma ordem ou da autoridade de um tribunal, que pode render sanções
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)