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Abdul-Rauf: vítima de boicote ou jogador em queda? Torcida debate

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Um post longo no r/nba resgatou a história de Mahmoud Abdul-Rauf, o armador que se recusou a ficar de pé no hino americano nos anos 1990 e viu a carreira encolher. Não é assunto do momento, mas rendeu uma discussão animada entre nostalgia, política e estatística.

O texto do usuário recupera a trajetória de Abdul-Rauf, que antes de mudar de nome era Chris Jackson, garoto pobre de Gulfport, no Mississippi, criado em lar monoparental e com síndrome de Tourette. Segundo o post, ele justificava o protesto dizendo que a bandeira é "um símbolo de tirania e opressão" e que, se tivesse de largar o basquete, largaria. Michael Jordan respondeu que ficar sentado enquanto todos estão de pé é desrespeito e que, quem acredita no que acredita, deve encarar as consequências. Jayson Williams, ala dos Nets e All-Star, lembrou que Abdul-Rauf ganhou muito dinheiro no país.

O post também conta que uma rádio do Colorado mandou funcionários a uma mesquita de turbante, tocando o hino em trompetes, e que políticos do estado falaram em "traição". A NBA, de David Stern, suspendeu o jogador por tempo indeterminado com base em uma regra que, segundo o autor, o acordo coletivo (CBA) não previa. Abdul-Rauf acabou cedendo: passaria a ficar de pé e faria a própria oração pelos que sofrem.

Nos comentários, o clima é de "a história é boa, mas o título exagera". Há quem diga que ele era um armador de arremesso, sem explosão e apenas razoável na defesa, e que nunca foi cotado para o time olímpico. Outros citam que, na série em que os Nuggets eliminaram Seattle, ele teve 9 pontos e 2 assistências, com 30% nos arremessos e 27% de três, e que Robert Pack rendeu mais. Também se aponta que o aproveitamento de três caiu de 39%, 39% e 38% para 16%, com as assistências por desperdício de bola despencando de 3,4 para 1,5. Do outro lado, ficaram os elogios ao lado pessoal e à época dos Nuggets de Mutombo e Abdul-Rauf.

Voz da torcida

  • “"Conheci o Mahmoud várias vezes. Um dos caras mais gente boa que já vi."”
  • “"Foi com os Nuggets de Mutombo e Mahmoud que virei fã de basquete. Aquele time era elétrico, e Colorado, muito conservador na época, acabou expulsando ele da cidade."”
  • “"Odeio revisionismo. O texto é bem escrito, mas exagera o que ele fez como jogador. Contra Seattle, foram 9 pontos e 30% nos arremessos. Robert Pack rendeu mais."”
  • “"Boicotado por acertar 37,7% nos arremessos e 16,1% de três no último ano nos Kings? Faz todo sentido" (ironia).”
  • “"Nunca ouvi falar dessa história. Obrigado por compartilhar, é um pedaço da história da NBA que eu não conhecia."”

No fim, a torcida discute se o que encerrou a carreira de Abdul-Rauf foi o hino ou o arremesso de três que sumiu, e os números do último ano pesam nos dois lados da conversa.

Guia rápido

  • Chris Jackson — nome de nascimento de Mahmoud Abdul-Rauf, antes de mudar de nome
  • CBA — acordo coletivo entre a liga e o sindicato dos jogadores, que define regras de trabalho e disciplina; o post diz que ele não previa a obrigação de ficar de pé no hino
  • síndrome de Tourette — distúrbio neurológico que provoca movimentos e sons involuntários, os tiques

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)