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NBA pune Clippers com US$ 30 milhões e cinco escolhas de 1ª rodada

Jornalista de referência

A NBA aplicou uma punição pesada aos Clippers no caso de burla ao teto salarial, e o assunto dominou o r/nba, com a maioria da torcida achando que a liga não tinha saída.

Segundo a reportagem do jornalista Sam Amick, no The Athletic, a punição inclui US$ 30 milhões (cerca de R$ 162 milhões) e cinco escolhas de primeira rodada de draft. Amick lembra que, em 2019, já havia registrado o alerta de Adam Silver, comissário da NBA: para ele, burlar o teto salarial é um "pecado capital", e a liga reabriria a investigação se surgissem novas provas de benefícios indevidos.

O jornalista conta que a percepção generalizada de que os Clippers tinham trapaceado colocou Silver sob pressão para punir e manter os outros 29 times na linha. Executivos e donos rivais avisaram durante meses que a falta de castigo mostraria à liga que as regras de recrutamento de jogadores podiam ser quebradas. "Vai ser vale-tudo", resumiu um gerente-geral que falou sob anonimato. Depois da decisão, o mesmo dirigente disse que a NBA "tinha que fazer isso pela integridade do jogo".

Entre os torcedores, o tom é de que era inevitável. Um comentário lembra que a liga sempre flertou com o perigo ao permitir contratos separados entre jogadores e patrocinadores dos times, mas havia uma confiança implícita de que ninguém iria tão longe quanto Ballmer foi. Outros apontam que quase toda free agency tem algum tampering e que existe uma zona cinzenta tolerada; o problema, para eles, foi passar de todos os limites.

O caso de Kawhi Leonard (ala, hoje nos Raptors) também aparece na conversa. Há quem diga que tudo veio à tona porque ele não aparecia nos compromissos de patrocínio e porque o jornalista Pablo Torre insistiu no tema, e há torcedor achando que Kawhi saiu barato e que Ballmer deveria ter sido forçado a vender o time.

Voz da torcida

  • “Se um time escapa de uma coisa óbvia dessas, os outros começam a fazer no dia seguinte. Não precisa ser gênio para entender.”
  • “O recado de Silver é "não seja pego". Talvez por isso Mark Cuban defendia tanto o Ballmer: não concebia um time burro a ponto de documentar tudo. Faz por telefone e pronto, sem investigação.”
  • “Dica de arquibancada: se você tem um patrocínio de fachada, apareça ao menos uma vez para parecer de verdade.”
  • “Como torcedor dos Spurs, sinto que isso é o ponto final da saída do Kawhi lá atrás.”
  • “Se não tivesse dado nada, eu ia querer um patrocínio por debaixo dos panos da Robinhood para o Giannis, só para ajudar o Miami a ficar no mesmo nível.”

A torcida saiu do caso com duas leituras do recado da liga: "não burle o teto" e, na versão mais sarcástica, "não deixe rastro".

Guia rápido

  • teto salarial (salary cap) — limite de gasto com salários que os times precisam respeitar; burlá-lo significa pagar jogadores por fora do que as regras permitem
  • escolha de primeira rodada — direito de selecionar um jovem talento no draft; perder cinco delas tira matéria-prima de reconstrução do time
  • tampering — contato ou acordo proibido com um jogador antes de a free agency abrir oficialmente
  • contrato de patrocínio (endorsement — acordo de um atleta com uma empresa para divulgar a marca; vira problema quando é usado para pagar um jogador por fora do teto
  • Adam Silver — comissário da NBA, o principal dirigente da liga, responsável por decidir punições como esta

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)