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O impasse entre os Knicks e Karl-Anthony Towns esquentou: segundo Jake Fischer, do Bleacher Report, Nova York quer fechar em torno de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão) por quatro anos, bem abaixo do máximo possível. O assunto divide a torcida lá fora e virou debate grande no r/nba.
Segundo Fischer, os Knicks estão "far more" interessados num contrato de quatro anos e US$ 200 milhões do que na extensão máxima a que o pivô tem direito: quatro anos e US$ 276 milhões (cerca de R$ 1,49 bilhão). A diferença é de cerca de US$ 75 milhões (cerca de R$ 405 milhões). Towns, que faz 31 anos em novembro, estaria disposto a assinar por menos que o máximo, mas as duas partes estariam bem distantes em relação ao valor dele.
O contexto, segundo o texto que abriu o tópico, é o seguinte: Towns chegou aos Knicks numa troca com os Timberwolves em 2024, foi All-Star e fez mais de 20 pontos por jogo nas duas primeiras temporadas em Nova York, além de ter papel importante no título de 2026. Ele ganha US$ 57,1 milhões (cerca de R$ 308 milhões) na próxima temporada e tem uma player option de US$ 61 milhões (cerca de R$ 329 milhões) para 2027-28. Mesmo a US$ 50 milhões por ano, seria um desconto em relação ao salário atual.
Do lado dos Knicks, a explicação apontada é financeira: o time quer evitar a qualquer custo o segundo apron do imposto de luxo e precisa se posicionar para a extensão de Jalen Brunson, armador e primeira opção do time, esperada para o próximo verão. Towns pode virar agente livre em 2027.
Voz da torcida
- “Tem torcedor chamando de insulto: o time quer pagar menos a um jogador que foi peça do título.”
- “Do outro lado, tem quem diga que qualquer time quer travar talento por menos, porque é assim que se monta um elenco melhor.”
- “A preocupação de quem teme pelo futuro: pagar o valor cheio pode acabar com a profundidade do elenco, e o contrário pode fechar a janela cedo. Um comentário lembra que o time já perdeu Mitch e que Brunson precisa de extensão no ano que vem.”
- “Um fã diz que não gosta, mas que esse será o novo normal com as regras do apron: passar do segundo apron congela a flexibilidade do time.”
- “Já outro argumenta que Towns é pago hoje como top 10 da liga, que não seria top 10, e que algo entre US$ 50 e 55 milhões é uma faixa justa. Título, diz, não é motivo para pagar a mais.”
Entre o discurso de que o título merece recompensa e a conta do apron, os Knicks estão tentando fechar a conta sem perder o pivô que ajudou a trazer o troféu.
Guia rápido
- segundo apron — limite salarial acima do imposto de luxo; quem o ultrapassa sofre restrições severas para trocas e contratações
- player option — cláusula que dá ao jogador o direito de decidir se cumpre o último ano do contrato ou vira agente livre
- extensão de contrato — renovação antecipada, assinada antes de o contrato atual acabar
- Jake Fischer — jornalista do Bleacher Report que cobre bastidores e mercado da NBA
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)