O projeto da NBA de criar uma liga na Europa ganhou novos detalhes e um veredito otimista: para o jornalista Brian Windhorst, a expansão "vai acontecer", com foco na formação de jogadores europeus e limite de americanos por equipe. É assunto de bastidor, mas a torcida lá fora não deixou barato.
Brian Windhorst, jornalista da ESPN, revelou os detalhes durante uma gravação ao vivo do podcast Brian Windhorst and The Hoop Collective nas Filipinas. Segundo ele, a liga vai limitar quantos americanos podem integrar cada equipe e ampliar os elencos, porque os times jogariam em duas competições ao mesmo tempo: a liga nacional e a NBA Europe. Windhorst citou Londres e Roma entre as cidades do projeto, "e outras", além de equipes que já existem.
O horizonte é longo. Windhorst disse que a NBA está indo para a Europa por 20 anos ou mais e que vai investir no projeto como fez na WNBA, sem se importar se os primeiros anos não forem bem. O contexto é a proposta recente da liga de trabalhar junto com a EuroLeague em uma possível colaboração.
A recepção foi cética. Um torcedor escreveu que não compra a ideia de que times recém-criados vão formar jogadores melhor que o Real Madrid. Outro apontou que ninguém na Europa vai se importar com equipes sem história nem ligação com a cultura local — e um terceiro respondeu que é exatamente por isso que o projeto estaria tentando recrutar clubes tradicionais. Houve quem lembrasse o boicote dos torcedores à Super League do futebol e afirmasse que a EuroLeague já teria rejeitado a oferta de fusão, além de apostar que a chance real está em países sem cultura forte de basquete, como Reino Unido e Amsterdã. Na mesma linha, um comentário vê espaço em Alemanha, Reino Unido e França, mas pouca chance no Leste europeu, na Espanha, na Itália e na Grécia, onde o basquete já tem história.
O dinheiro também dominou os comentários. Um torcedor resumiu: "Eles querem aquele dinheiro saudita e emiradense." Outro ironizou que as oportunidades de lavagem de dinheiro serão infinitas com a NBA Europe. Teve ainda piada com "115 acusações", prontamente corrigida por outro para 114 — o tom de galhofa sobre finanças alheias diz bastante sobre como a base encara o projeto.
Voz da torcida
- “Isso é atrás do dinheiro saudita e emiradense, pode escrever.”
- “Vão ser infinitas as oportunidades de lavar dinheiro com essa NBA Europe.”
- “Sinceramente, não engulo que esses times novatos vão desenvolver jogadores melhor que o Real Madrid.”
- “Já existem ligas com clubes tradicionais na Europa. Pra que inventar times que ninguém vai ligar?”
- “A chance de dar certo é em país sem cultura de basquete, tipo Reino Unido e Amsterdã. Na Espanha, na Itália e na Grécia, ninguém vai trocar o time de sempre.”
Por enquanto existe a promessa de Windhorst e uma torcida europeia que já avisou: não basta pendurar a placa da NBA na fachada.
Guia rápido
- Brian Windhorst — jornalista da ESPN que cobre a NBA, conhecido por notícias de mercado e bastidores da liga
- EuroLeague — principal competição de clubes de basquete da Europa, organizada pelas próprias equipes participantes
- WNBA — liga de basquete feminino dos Estados Unidos, operada sob o guarda-chuva da NBA; foi o exemplo citado por Windhorst de investimento de longo prazo
- Super League — projeto de liga fechada entre os maiores clubes de futebol da Europa, abandonado após reação negativa de torcedores
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)