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Knicks e Karl-Anthony Towns seguem distantes em extensão

Jornalista de referência

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A negociação de extensão entre Karl-Anthony Towns e o New York Knicks continua travada: o time oferece US$ 200 milhões por quatro anos, e o pivô quer chegar perto do máximo.

O insider Chris Haynes, da NBA TV, revelou que as conversas seguem longe de um acordo. A proposta dos Knicks é de quatro anos e US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,08 bilhão), enquanto Towns é elegível a uma extensão de até quatro anos e US$ 276 milhões (cerca de R$ 1,49 bilhão). Segundo Haynes, Towns está disposto a aceitar menos que o teto, mas seus representantes rejeitaram o valor colocado na mesa.

No tópico que abriu a discussão, Towns defende que se sacrificou pelo time na campanha do título e por isso espera que a franquia se aproxime. O pano de fundo é financeiro: ele receberá US$ 57 milhões (cerca de R$ 307,8 milhões) na temporada 2026-27 e tem uma opção de jogador de US$ 61 milhões (cerca de R$ 329,4 milhões) para o ano seguinte, enquanto o Knicks tenta evitar a segunda apron e preservar flexibilidade de elenco. O time entra na nova temporada como campeão defensor, mas com o futuro do pivô indefinido — e ele já fez desabafos públicos sobre o impasse.

A torcida lá fora se dividiu justamente na palavra "sacrifício". Uma parte ironiza: para esses torcedores, Towns só jogou basquete vencedor como segunda opção e, na prática, ganhou um papel maior no ataque. Outros defendem que ele abriu mão de pontos e virou o segundo playmaker do time, e que sem isso a equipe não teria passado dos Hawks no caminho. Há ainda quem lembre que, nas Finais, quem sacrifica depois acaba cobrado pelo baixo rendimento — um torcedor citou a média de 13 pontos por jogo no período.

No lado do dinheiro, o debate é sobre quanto ele realmente vale. Internautas apontam que a oferta o colocaria como top 20 da liga e top 5 entre os pivôs, o que consideram justo, enquanto Towns ocupa hoje 35% do teto salarial contra 23% de Jalen Brunson, segundo um comentário. Outros argumentam que, se optar por sair, ele encontraria o máximo em outro mercado, e que a era da segunda apron está desmontando times campeões antes da hora.

Voz da torcida

  • “Como assim 'sacrifício'? O cara só jogou basquete de vencedor, foi segunda opção no ataque e ainda ganhou mais espaço no time.”
  • “Ele ocupa 35% do teto salarial e o Brunson só 23%. O que exatamente ele está sacrificando aqui?”
  • “O Knicks querem pagar como top 20 da liga e top 5 entre os pivôs. Pra ele parece pouco, mas é bem justo.”
  • “Se ele optar por sair, alguém dá o máximo pra ele. O mercado dele é de jogador máximo.”
  • “Não dá pra culpar o cara, mas é a vida na era da segunda apron: times campeões sendo desmontados antes da hora.”

As conversas seguem travadas sem previsão de acordo, e Towns ainda tem no bolso uma opção de US$ 61 milhões (cerca de R$ 329,4 milhões) para decidir o próprio futuro depois desta temporada.

Guia rápido

  • segunda apron — faixa mais alta de gastos do acordo coletivo; quem a ultrapassa perde parte das exceções e da flexibilidade para montar e trocar elenco
  • extensão — novo contrato assinado antes do vínculo atual terminar, passando a valer a partir da temporada seguinte
  • teto salarial — limite de gastos com salários definido a cada temporada; as regras do acordo coletivo amarram o valor máximo dos contratos a ele

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)