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Uma opinião do jornalista Sam Quinn, da CBS Sports, esquentou o r/nba: para ele, os Lakers deveriam trocar Bronny James para um dono que queira vender camisas. É debate de torcida, sem nenhuma movimentação oficial, mas com opiniões fortes dos dois lados.
Quinn defende que, se os Lakers precisarem abrir caminho para Dalton Knecht, ala da equipe, o melhor seria negociar Bronny em vez de dispensar Knecht. Para o jornalista, manter Knecht no elenco como possível salário de troca vale mais do que cortá-lo e ficar com dead money, dinheiro que continua contando na folha mesmo sem o jogador. Ele ainda acha que os Lakers não dependem tanto da marca James quanto outros times.
O argumento esportivo é duro. Segundo Quinn, Bronny, armador de 22 anos, não chegou à viabilidade ofensiva em duas temporadas, e o nível de exigência na defesa é altíssimo para o tamanho dele. Sem acertar arremessos, teria de ser um pest, aquele marcador incômodo, no nível de Jamal Shead, armador dos Raptors, para justificar a vaga. Na avaliação do jornalista, ele não é.
No fórum, a conversa foi além do basquete. Parte da torcida discutiu quanto as camisas realmente rendem e para quem vai o dinheiro. Outros duvidam que o apelo continue sem LeBron, que hoje está nos 76ers, por perto.
Voz da torcida
- “Tem torcedor que não perdoa: a vaga está desperdiçada e, sem LeBron no time, não faz mais sentido insistir.”
- “Há quem lembre que a receita de camisas é dividida entre as 30 equipes, e quem rebata que as vendas locais e as de dia de jogo dão margem extra ao time.”
- “Um torcedor acha a comparação com Melton sempre generosa: Melton já era um pest de verdade na faculdade e mostrava muito mais habilidade com a bola. Já Shead chegou à liga sabendo ser um incômodo mesmo aos 6'1, e Bronny, dizem, só parece perdido nos dois lados fora do garbage time.”
- “Do outro lado, tem quem pergunte se alguém compraria tanta camisa de James Jr. se ele fosse para os Grizzlies, longe do pai. A resposta de outro: vai ter interesse quando ele enfrentar o pai.”
- “Um torcedor aponta que o ano 3 é justamente quando se corta alguém com números como os de Bronny. Os de Knecht também são ruins, mas ainda melhores.”
No fim, a pergunta que a torcida deixa é se camisa vende vaga no elenco ou se ela só vale enquanto o pai está no mesmo time.
Guia rápido
- dead money — salário de um jogador dispensado que continua contando na folha do time, mesmo sem ele estar no elenco
- pest — gíria para o marcador incômodo, que pressiona a bola o tempo todo e atrapalha o adversário
- 15º jogador — última vaga do elenco, normalmente usada por veterano de vestiário ou jovem em teste, e que quase não joga
- garbage time — minutos finais de um jogo já decidido, quando os reservas entram em quadra
- salário de troca — contrato usado como peça de encaixe salarial em negociações entre times
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)