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Papo de nostalgia e 'e se?' no r/nba: até onde Blake Griffin teria chegado se os joelhos tivessem aguentado? A discussão é de nicho, mas rendeu debate sério sobre atletismo, evolução técnica e timing.
O ponto de partida é a memória de infância: um torcedor conta que cresceu vendo Griffin pular sobre Kias e o resumia a um 'run and dunk man', até acompanhar a passagem dele pelo Detroit Pistons, quando o jogo ficou completo — só que o corpo já estava cobrando a conta. Daí a pergunta: com saúde, ele seria a opção número 1 de um time candidato a título sem um armador chamado Chris Paul ao lado?
As respostas se dividem em duas linhas. Uma parte aponta que o joelho abreviou o auge, e que a temporada em Detroit — para alguns, a melhor da carreira — veio tarde demais, depois de as lesões começarem. Outra parte acredita que o teto foi atingido mesmo, mas com uma ressalva técnica: o atletismo absurdo e o desenvolvimento de arremesso e criação de jogadas nunca coincidiram. Se tivessem coincidido, a projeção é de um jogador fácil de top 5 da liga.
Tem de tudo na thread: quem diga que ele já vinha evoluindo nos Clippers e que a imagem de 'outro jogador' em Detroit é coisa de quem só viu highlights de enterrada; um torcedor lembra de um 3º lugar na votação de MVP em 2012-13 como pico real; e a comparação com Larry Johnson, que também perdeu explosão e passou a arremessar de 3, aparece como espelho do que Griffin poderia ter sido antes. Outros ainda culpam o estilo de jogo aéreo — e, como sempre, sobrou até para a gramática, com direito a aula sobre o plural de Kia.
O nome de Zion Williamson, ala do Pelicans, surge como o único paralelo atual em termos de perfil físico, o que dá a medida da conversa: potencial bruto, dúvidas sobre durabilidade e uma carreira que a torcida insiste em reescrever no condicional.
Voz da torcida
- “Ele bateu no teto, sim, mas teria arrancado mais uns anos de auge se não tivesse detonado o joelho carregando Detroit aos playoffs sozinho.”
- “O problema é que a evolução técnica e o atletismo nunca andaram juntos. Junta o playmaking e o arremesso de Detroit com o físico dos Clippers e é top 5 fácil.”
- “Quem acha que o Blake dos Pistons era outro jogador é porque só viu os Clippers nos melhores momentos de enterrada.”
- “Pular alto e enterrar desse jeito cobra o preço do joelho. O LeBron é ponto fora da curva.”
- “Só uma lembrança amigável: o plural de Kia é Kias, sem apóstrofo. Dois Kias.”
No fim, a thread não fecha a conta: o que faltou a Griffin foi corpo ou foi calendário, já que o salto e o arremesso nunca chegaram juntos na mesma temporada.
Guia rápido
- MVP — prêmio de jogador mais valioso da temporada regular, votado por jornalistas; o terceiro lugar citado é a posição na votação, não o prêmio.
- playmaking — capacidade de criar jogadas e passes para os companheiros, não só finalizar.
- teto (ceiling) — no jargão da NBA, o limite máximo de potencial que um jogador poderia alcançar em condições ideais.
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)