RJ Barrett estaria disposto a aceitar um "hometown discount" no próximo contrato com os Raptors, segundo o jornalista Jeremy Brener, citado pelo site Heavy. O ala de 26 anos nasceu em Toronto e, de acordo com o relato, quer ser campeão na cidade natal.
Barrett entra no último ano do contrato de quatro anos e US$ 107 milhões (cerca de R$ 578 milhões) que assinou com os Knicks. Segundo Brener, Raptors já pagam a Jakob Poeltl, Immanuel Quickley, Brandon Ingram e Scottie Barnes mais de US$ 130 milhões (cerca de R$ 702 milhões) combinados na próxima temporada, e por isso Barrett provavelmente teria de aceitar um corte salarial para ficar.
Os quatro têm contratos longos: Barnes assinou por cinco anos e US$ 224 milhões (cerca de R$ 1,21 bilhão), até 2029; Quickley, por cinco anos e US$ 162 milhões (cerca de R$ 875 milhões), até 2028. A extensão de Poeltl, de três anos e US$ 84 milhões (cerca de R$ 454 milhões), começa no ano que vem, e o vínculo vai até 2029. O de Ingram vai até 2027. Segundo o Heavy, com esses valores sobraria pouco espaço para um contrato longo e caro para Barrett sem ultrapassar o segundo apron, o limite de folha salarial acima do qual a liga impõe restrições mais duras.
Barrett foi a 3ª escolha do Draft de 2019, pelos Knicks, e chegou a Toronto em troca que também levou Quickley e uma escolha de segunda rodada; voltaram para Nova York OG Anunoby, Precious Achiuwa e Malachi Flynn. Na última temporada, os Raptors voltaram aos playoffs pela primeira vez em quatro anos e caíram diante dos Cavaliers em sete jogos na primeira rodada. Barrett teve médias de 19,3 pontos, 5,3 rebotes e 3,3 assistências em 57 jogos, com 30,3 minutos por partida. Segundo o Heavy, a troca por Kawhi Leonard está suspensa por tempo indeterminado.
Ainda não foi informado quanto Barrett aceitaria abrir mão no próximo contrato.
Guia rápido
- Hometown discount — Expressão usada quando um jogador aceita receber menos do que poderia no mercado para ficar no time da própria cidade.
- Segundo apron — Limite de folha salarial da NBA acima do qual o clube passa a sofrer restrições mais duras em trocas e contratações.
- Último ano de contrato — Ao fim da temporada, o jogador fica sem vínculo e o clube precisa renová-lo ou perdê-lo no mercado.
Fonte: heavy.com