A Sports Illustrated defende que Ryan Anderson foi a pior contratação de agente livre da história do Houston Rockets, ao comparar o tamanho do contrato com a produção em quadra.
Anderson assinou em 2016 um contrato de quatro anos e US$ 80 milhões (cerca de R$ 432 milhões), o que o deixou como o segundo maior salário da folha de Houston, atrás apenas de James Harden. Na temporada anterior, pelo New Orleans Pelicans, ele teve médias de 17,0 pontos e 6,0 rebotes em 66 jogos e terminou em sexto na votação de Sexto Homem do Ano. Em Houston, promovido a titular, fez 13,6 pontos e 4,6 rebotes em 72 jogos.
Segundo a SI, o salário de US$ 20 milhões por ano (cerca de R$ 108 milhões) pesava quando comparado ao de Kevin Love, Marc Gasol, DeAndre Jordan e Paul Millsap, que ganhavam aproximadamente o mesmo valor. Em 2017-18, com o time liderado por Harden e pelo recém-chegado Chris Paul, Anderson teve médias de 9,3 pontos e 5,0 rebotes em 66 jogos. A publicação afirma que o contrato ocupava cerca de 20% do espaço salarial do time e que houve tentativas de se livrar dele. Reportagens da época, citadas pela SI, diziam que os Rockets buscaram Carmelo Anthony no verão de 2017, mas o contrato de Anderson dificultou uma troca boa para os dois lados com o New York Knicks.
Na offseason de 2018, Anderson aceitou reduzir a garantia do salário de US$ 21 milhões (cerca de R$ 113,4 milhões) em 2019-20 para US$ 15,6 milhões (cerca de R$ 84,2 milhões). Pouco depois, os Rockets o enviaram ao Phoenix Suns, junto com De'Anthony Melton, em troca de Brandon Knight e Marquese Chriss.
Segundo a SI, Houston chegou à final da Conferência Oeste em 2018, e uma abordagem financeira mais amigável com Anderson poderia ter feito diferença na busca pelo título.
Guia rápido
- Sexto Homem do Ano — Prêmio da NBA dado ao melhor jogador que sai do banco de reservas, e não como titular.
- Teto salarial — Limite de gastos com salários que cada time da NBA precisa respeitar; um contrato grande reduz o espaço para outras contratações e trocas.
- Garantia do contrato — Parte do salário que o time é obrigado a pagar mesmo que dispense o jogador.
Fonte: Sports Illustrated