Uma liminar permite que jogadores de 2022 tenham direito a uma quinta temporada de faculdade. Otega Oweh, selecionado pelo Thunder no draft de 2026, está tecnicamente afetado, mas não há indicações de que queira retornar.
Uma decisão do tribunal federal expedida sexta-feira no caso Wisne v. NCAA permite que atletas da classe de 2022 do ensino médio tenham direito a uma quinta temporada de elegibilidade universitária. A decisão virou ação coletiva, abrangendo todos os atletas afetados daquele ano — incluindo Otega Oweh, que inicialmente se comprometeu com Oklahoma (faculdade) antes de se transferir para Kentucky duas temporadas depois.
Oweh foi selecionado pelo Thunder na posição 41 do draft de 2026 e assinou contrato two-way com a franquia, participando da Summer League de Salt Lake City antes de sofrer uma lesão no tornozelo. A incerteza agora gira em torno de como a NCAA interpreta 'participação profissional': um contrato two-way e participação em Summer League o tornaria inelegível para retornar à faculdade?
A NCAA contesta a decisão e planeja recorrer. Para Oklahoma City, a questão é pouco relevante: Oweh demonstrou entusiasmo de estar na organização e não há indicação de interesse em retornar à faculdade, diferentemente do caso do Boston Celtics com o second-round pick Dillon Mitchell.
Guia rápido
- Two-way — Contrato que permite ao jogador se dividir entre a NBA e a G League, com oportunidades de aparecer nos jogos do time principal.
- Liminar — Decisão judicial temporária que entra em vigor imediatamente enquanto o caso é decidido em definitivo.
- Summer League — Competição da NBA que reúne novatos, veteranos buscando retorno e jogadores disputando vaga, realizada durante o verão.
- Portal de transferências — Sistema que permite que atletas universitários entrem em negociações com outras faculdades sem perder elegibilidade.
A NCAA ainda não esclareceu se Summer League e contratos two-way contam como participação profissional sob a nova decisão.
Fonte: Sports Illustrated