Crystal Lee, ex-assistente de athletic trainer do Sacramento Kings, abriu um processo contra a franquia alegando discriminação por gravidez, assédio sexual, retaliação e demissão indevida, segundo a ESPN, citada pelo New York Post. Os Kings negam todas as acusações.
De acordo com a ESPN, Lee afirma que foi rebaixada durante a gravidez e que, ao voltar da licença-maternidade, não pôde viajar com a equipe nem tratar os jogadores. A ação foi protocolada no início deste mês na Superior Court da Califórnia, tribunal estadual do estado.
Na ação, Lee alega que, ao contar sobre a gravidez a Jaspreet Randhawa, diretor sênior de saúde dos atletas, ouviu um palavrão e a frase de que sua vida seria arruinada depois de ter filhos. Ela diz ter levado as queixas à vice-presidente sênior de recursos humanos do clube e ter sido demitida menos de um mês depois. Também alega que, ao conversar com o gerente geral Steve Perry, ouviu que quem reclama não será tolerado.
A ação menciona ainda interações negativas de Lee com Doug Christie, hoje técnico dos Kings e, na época, assistente, e com Perry. Nenhum dos dois é réu. Segundo o processo, Perry e a vice-presidente de RH Stacy Wegzyn demitiram Lee, e o motivo alegado foi o não cumprimento de expectativas de desempenho, incluindo relatórios de despesas sem atualização.
Os Kings dizem que pretendem se defender com vigor no processo e não vão comentar mais o caso.
Guia rápido
- Athletic trainer — Profissional que atua na prevenção, no tratamento e na reabilitação de lesões dos atletas.
- Superior Court da Califórnia — Tribunal estadual de primeira instância da Califórnia, onde a ação foi protocolada.
- Mediação — Reunião com um mediador neutro para tentar resolver a disputa sem julgamento.
- Réu — Quem é formalmente acusado em um processo; segundo a ESPN, Christie e Perry não constam como réus.
Fonte: New York Post