Em texto de opinião, a Forbes argumenta que a agência livre restrita prejudica o potencial de ganho dos jogadores da NBA e que o sindicato, a NBPA, deveria incluir o tema em suas próximas batalhas.
Segundo a Forbes, NBA e sindicato parecem caminhar para um choque em torno do segundo apron (patamar de folha salarial acima do imposto de luxo, com restrições extras às equipes) nas próximas negociações do acordo coletivo, nos próximos anos. A publicação diz que essa não deveria ser a única briga do sindicato e que a agência livre restrita (RFA), em que o time atual pode igualar a oferta que o jogador assinar com outro clube, limita os ganhos dos atletas num momento em que as equipes estão mais cautelosas com contratos longos e caros.
O texto cita Walker Kessler como exemplo de quem se deu bem neste verão: ele fechou quatro anos e US$ 130 milhões (cerca de R$ 702 milhões) com os Lakers. Segundo a Forbes, os Lakers cederam duas escolhas de primeira rodada e duas trocas de escolhas de primeira rodada ao Jazz para que o time não igualasse a oferta. Quentin Grimes não chegou a acordo com os 76ers na RFA no verão passado e aceitou a oferta qualificatória de um ano e US$ 8,7 milhões (cerca de R$ 47 milhões), o que o levou à agência livre sem restrições. Em 1º de julho, assinou com os Lakers por quatro anos e US$ 60 milhões (cerca de R$ 324 milhões). Já Jonathan Kuminga passou quatro meses em impasse com os Warriors e aceitou dois anos e US$ 46,8 milhões (cerca de R$ 253 milhões), com opção de time no segundo ano. Segundo Shams Charania, da ESPN, a opção foi desenhada para que os Warriors, ou outro time em caso de troca, refizessem o contrato após 2025-26. Golden State trocou Kuminga para os Hawks em fevereiro, e Atlanta recusou a opção antes da free agency.
A Forbes também cita Jalen Duren, em impasse com os Pistons depois de seu primeiro All-Star e All-NBA. Segundo a publicação, os playoffs decepcionantes fecharam a porta a um contrato máximo, que começaria em 30% do teto salarial, e ainda haveria, segundo relatos, grande distância entre as partes. Para a Forbes, os Pistons podem estar reduzindo o mercado de Duren ao ameaçar igualar qualquer oferta. Bennedict Mathurin e Peyton Watson aparecem na lista de restritos com poucas opções. O resumo do texto não detalha as soluções que a Forbes propõe.
Ainda não está claro se os Hawks ou outro time pagarão o próximo contrato de Kuminga, e Duren segue sem acordo com os Pistons.
Guia rápido
- Agência livre restrita (RFA) — Situação em que o time atual do jogador pode igualar a oferta assinada com outra equipe e mantê-lo.
- Oferta qualificatória — Proposta de um ano que, se aceita pelo jogador restrito, o leva à agência livre sem restrições na temporada seguinte.
- Segundo apron — Patamar de folha salarial acima do imposto de luxo, com restrições adicionais às equipes que o ultrapassam.
- NBPA — Sindicato dos jogadores da NBA, que negocia o acordo coletivo de trabalho com a liga.
Fonte: Forbes