A Forbes defende que o sindicato dos jogadores da NBA (NBPA) deveria mirar a agência livre restrita nas próximas negociações do acordo coletivo, além do segundo apron. Segundo o texto, o mecanismo limita o potencial de ganho dos atletas.
O texto cita Walker Kessler como exceção. O pivô fechou nesta offseason quatro anos e US$ 130 milhões (cerca de R$ 702 milhões) em uma sign-and-trade com os Lakers. Para o Jazz não igualar a oferta, os Lakers precisaram ceder duas escolhas de primeira rodada e duas trocas de escolhas de primeira rodada. Já Jonathan Kuminga, Quentin Grimes, Jalen Duren, Bennedict Mathurin e Peyton Watson tiveram poucas opções ao se tornarem agentes livres restritos.
Grimes, por exemplo, não chegou a acordo com os 76ers no verão passado e aceitou a oferta qualificatória de um ano e US$ 8,7 milhões (cerca de R$ 47 milhões) para virar agente livre sem restrições. Em 1º de julho, assinou por quatro anos e US$ 60 milhões (cerca de R$ 324 milhões) com os Lakers. Kuminga passou quatro meses em impasse com os Warriors e aceitou dois anos e US$ 46,8 milhões (cerca de R$ 253 milhões), com opção do time no segundo ano. Os Warriors o trocaram para os Hawks em fevereiro, e os Hawks recusaram a opção antes da agência livre.
Duren também está em impasse, com os Pistons, depois de seu primeiro All-Star e da primeira seleção All-NBA. Segundo a Forbes, uma atuação decepcionante nos playoffs tirou dele a chance de um contrato máximo, que começaria em 30% do teto salarial, e há, segundo relatos, uma distância grande entre as partes. A publicação afirma que os Pistons podem estar reduzindo o mercado do pivô ao ameaçar igualar qualquer oferta que ele assine. A Forbes diz ainda que os times controlam as escolhas de primeira rodada por no mínimo quatro e até nove anos, e que a possibilidade de igualar ofertas costuma afastar o interesse em agentes livres restritos.
Ainda não está claro se os Hawks ou outro time vão arcar com o próximo contrato de Jonathan Kuminga.
Guia rápido
- Agência livre restrita (RFA) — Situação em que o time atual do jogador pode igualar a oferta que ele receber de outra equipe e, assim, mantê-lo.
- Oferta qualificatória — Proposta de um ano que o time faz ao jogador; se ele aceitar, cumpre a temporada e pode virar agente livre sem restrições no verão seguinte.
- Segundo apron — Limite salarial acima do teto que impõe restrições mais duras à montagem do elenco, em disputa nas negociações do acordo coletivo.
- Sign-and-trade — Negociação em que o jogador assina contrato com seu time atual, que em seguida o troca para outra equipe.
Fonte: Forbes