A agência livre restrita pode limitar o poder de negociação dos jogadores, segundo análise publicada pela Forbes. O tema aparece como um possível ponto de conflito entre a NBA e a associação de atletas nas próximas negociações do acordo coletivo.
O texto cita Walker Kessler como exceção recente: ele fechou um contrato de quatro anos e US$ 130 milhões (cerca de R$ 702 milhões) em uma sign-and-trade com o Los Angeles Lakers. Já Quentin Grimes aceitou uma qualifying offer de um ano e US$ 8,7 milhões (aproximadamente R$ 47 milhões) com o Philadelphia 76ers antes de assinar por quatro anos e US$ 60 milhões (cerca de R$ 324 milhões) com os Lakers.
Jonathan Kuminga passou por um impasse de quatro meses com o Golden State Warriors antes de assinar por dois anos e US$ 46,8 milhões (cerca de R$ 253 milhões), com opção de equipe para a segunda temporada. Após ser trocado para o Atlanta Hawks, a opção foi recusada, mas ainda não está definido qual equipe pagará seu próximo contrato.
Jalen Duren também segue sem acordo com o Detroit Pistons. A agência livre restrita permite que o time atual iguale uma oferta de outra equipe, o que, segundo a análise, pode reduzir o interesse nos jogadores e deixá-los diante da escolha entre aceitar a qualifying offer ou esperar por um novo acordo.
Guia rápido
- Agência livre restrita — Modalidade em que o time atual pode igualar a oferta apresentada por outra equipe ao jogador.
- Qualifying offer — Oferta de um ano que permite ao jogador seguir na liga e se tornar agente livre irrestrito depois.
- Offer sheet — Contrato apresentado por uma equipe a um agente livre restrito, sujeito à possibilidade de ser igualado pelo time atual.
- Segundo avental — Faixa superior do teto salarial da NBA, com regras adicionais para equipes que ultrapassam esse limite.
A análise afirma que a associação de jogadores pode buscar soluções para o problema, mas não detalha quais mudanças seriam adotadas.
Fonte: Forbes