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Basquete dos anos 80 vs hoje: o post game não morreu, evolui

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Fãs que revisitaram jogos completos dos anos 80 estão em êxtase rediscutindo o nível de poste (post game) daquela era — especialmente Kevin McHale — e constatando que os 'fundamentals' não desapareceram, apenas mudaram de cara.

A galera focou bastante em Kevin McHale (ala-pivô dos Celtics, uma das maiores potências dos anos 80 com um post game devastador), e o consenso é: o cara era muito bom mesmo. McHale tinha aquela postura clássica no garrafão — entrada de bola precisa, posicionamento de corpo, up and under, post fade — que te dava pontos praticamente da cama. Disparava perto de 60% de aproveitamento nos lances porque toda a escola de poste era assim: ganhava posição, recebia a bola e resolvia. Período.

Mas a discussão evoluiu para algo mais profundo: será que os bigs modernos perderam habilidade ou o jogo simplesmente mudou? A resposta da torcida foi unânime — o jogo mudou. Um arremesso contestado de 2 pontos a 1,5 metro do garrafão é ineficiente hoje (muito pior que uma bola de 3). Você não constrói seu ataque em volta disso. Os jogadores de hoje veem o jogo de forma diferente porque a matemática mudou: espacejamento, pick-and-roll, defesa em ajuda (help defense). Os bigs modernos ainda fazem o screening, o rim running, mas o volume de post game caiu porque não faz mais sentido pra geometria ofensiva.

Outra observação: nos anos 80, a linha de 3 pontos era quase teatral — os times meio que a ignoravam. O jogo girava de verdade em volta da pintura. Ray Allen e Klay Thompson com seus catch-and-shoots vieram depois, mas até eles meio que morreram com essa transição. Tudo que você vê hoje é a consequência natural da evolução tática, não da falta de talento.

Voz da torcida

  • “"McHale é muito subestimado. Aquele up and under, post fade, boas mãos — ele seria uma ameaça contra qualquer um."”
  • “"A gente não tá falando que os players modernos não têm fundamentals. A gente tá falando que os fundamentals mudaram. Um arremesso contestado da linha é só não faz sentido mais."”
  • “"Klay Thompson ressuscitou o catch and shoot só pra ver a legação morrer com ele."”
  • “"Rim running e screen setting ainda são esperados. Só que muito cara tem as mãos de manteiga."”
  • “"O volume de poste caiu porque de 5 pés não é eficiente. Então ninguém coloca um play pra isso. Simples."”

Guia rápido

  • Kevin McHale — Ala-pivô dos Boston Celtics (anos 80-90), uma lenda do post game com movimentos praticamente intraduzíveis — up and under, post fade. Disparava perto de 60% de aproveitamento.
  • Post game — Habilidades ofensivas perto do garrafão: posicionamento de corpo, entrada de bola, movimentos de pivô (up and under, post fade). Era o motor do ataque nos anos 80.
  • Entry passing — A arte de passar a bola com precisão para um companheiro que está lutando por posição próximo à cesta. Fundamental nos anos 80.
  • Help defense — Defesa em ajuda: quando um defensor sai de seu marcador para bloquear uma penetração e os outros times cobrem o homem deixado livre. Padrão hoje, raro nos anos 80.
  • Catch and shoot — Receber a bola e arremessar na sequência, sem driblar — arremesso de movimento. Ray Allen e Klay Thompson foram mestres nisso.

O basquete dos anos 80 não foi melhor nem pior — foi diferente. Quem quiser entender o jogo de hoje passa por entender como a aritmética do espaçamento matou a era do post game clássico.

A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)