O futuro dos Trail Blazers em Portland virou assunto quente entre a torcida depois que Brian Windhorst, da ESPN, descreveu uma situação "bagunçada" ligada ao contrato de aluguel do time. Segundo ele, permanecer na cidade é realista, mas está longe de ser coisa resolvida.
Windhorst explicou que, quando o espólio de Allen vendeu a franquia, foi feito um contrato de aluguel muito curto: cinco anos, quando o normal são 15 a 20. Ainda segundo o jornalista, quase não há proteção no contrato para os Blazers saírem. Ele acrescentou que Tom Dundon não tem interesse em colocar dinheiro na reforma.
O jornalista lembrou também que Adam Silver disse, no início do ano, que mudança de franquia não está em pauta na NBA. A liga, aliás, olha para uma expansão em Las Vegas e Seattle, os dois mercados mais óbvios para receber um time. Como os donos querem vender essas vagas por uma taxa de expansão de US$ 7 a 8 bilhões (cerca de R$ 37,8 a 43,2 bilhões), Windhorst avalia que Seattle e Las Vegas não são opções para os Blazers. Para ele, o quadro não é bom para quem torce pelo time.
Na comunidade, a leitura dividiu opiniões: parte dos torcedores acha que fechar essas duas portas é justamente o que protege Portland, e outra parte se irritou com o dono. Teve gente comparando a situação a qualquer outro negócio do mundo em que o comprador exigiria dinheiro público para tocar a reforma.
Voz da torcida
- “Alguém achou o cenário curioso: se as duas localidades mais atraentes estão fora de mesa, isso não seria bom para Portland e para a torcida? Outro comentário reforçou que, sem Seattle e Las Vegas como opção, é bom para os fãs.”
- “Teve quem comparasse com o mundo real: dá para imaginar outro negócio em que o dono compra e diz que sai fora se o público não bancar a reforma inteira?”
- “Sobre Dundon, o tom foi de irritação: um torcedor o chamou de "pilha de merda" e outro disse que está começando a achar que o cara pode ser mesmo um babaca.”
- “Um morador de Portland contou que o prefeito da cidade quer ceder às exigências do bilionário, mas que o povo não quer, e que, se há um lugar que manda bilionário passear, é Portland, no Oregon.”
- “Um torcedor resumiu o sentimento geral: Portland é uma cidade de basquete de primeira, e ver isso rolando é uma palhaçada.”
Por ironia, o que segura os Blazers em Portland por ora é a vontade da liga de vender Seattle e Las Vegas como times novos.
Guia rápido
- Brian Windhorst — jornalista da ESPN especializado em NBA, conhecido por análises de bastidores e de negócios da liga
- lease (contrato de aluguel) — acordo em que o time paga para usar a arena por um período determinado; aqui, cinco anos, bem abaixo dos 15 a 20 anos habituais segundo Windhorst
- relocation (mudança de franquia) — quando um time sai de uma cidade para jogar em outra, algo que precisa passar pela aprovação dos donos da liga
- expansion fee (taxa de expansão) — valor que um novo grupo paga à liga para ganhar uma franquia nova; no caso citado, US$ 7 a 8 bilhões (cerca de R$ 37,8 a 43,2 bilhões)
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)