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Como a ABA transformou a NBA para sempre

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A extinta ABA deixou marcas duradouras na NBA, do estilo de jogo mais atlético ao fortalecimento do poder de barganha dos jogadores. A liga rival também ajudou a questionar as regras de elegibilidade para jovens atletas.

A disputa entre astros era parte do espetáculo. David Thompson chegou à última rodada de um torneio de enterradas na liderança, mas errou uma tentativa de 360 graus; Julius Erving, o Dr. J, acertou todas. A rivalidade entre os jogadores ajudou a atrair patrocinadores e audiência televisiva, modelo que depois foi ampliado pela NBA.

A ABA também abriu espaço para atletas que ainda não haviam concluído a universidade. Spencer Haywood assinou com a liga antes da formatura e ganhou os prêmios de Revelação e MVP em sua primeira temporada em Denver. Ralph Simpson seguiu caminho semelhante ao deixar Michigan State e se tornou cinco vezes All-Star da ABA.

Segundo o relato, a liga rival também impulsionou contratos mais curtos, maior poder de negociação para os jogadores, recrutamento internacional e novas formas de identificar talentos. Na fusão de 1976, quatro franquias da ABA foram incorporadas à NBA, que herdou ainda elementos de seu estilo de jogo, de sua cultura de torcida e de sua apresentação visual.

Guia rápido

  • ABA — Liga rival da NBA que existiu por nove anos e foi encerrada com a fusão de 1976.
  • Fusão de 1976 — Acordo pelo qual quatro franquias da ABA foram incorporadas à NBA.
  • Elegibilidade — Regra que define quando um jogador pode se profissionalizar.
  • All-Star — Seleção que reúne jogadores escolhidos para representar os destaques de uma liga.

A ABA durou nove anos, mas parte de suas ideias permaneceu na NBA após a fusão de 1976.

Fonte: spacemoney.com.br