Apesar das mudanças no elenco, o Charlotte Hornets mantém três problemas técnicos que podem limitar a temporada: a criação de jogo sem Coby White na quadra, a dificuldade em ataques diretos à cesta e vulnerabilidades defensivas na linha de perímetro.
A saída de LaMelo Ball deixou um vazio significativo na criação de jogo. Coby White, novo armador titular, é eficiente, mas os backups preocupam: o rookie Christian Anderson ainda precisa se adaptar (teve dificuldades na Summer League), Tre Mann foi um dos menos impactantes da NBA em ambos os lados da quadra na temporada passada, e Grayson Allen e Sion James funcionam melhor como coadjuvantes. Sem um criador de qualidade na segunda unidade, Charlotte pode sofrer quando White sair do jogo.
A equipe também carece de penetração. Charlotte ficou no bottom 2 da NBA em frequência e quantidade de arremessos de dois pontos na temporada anterior. Com a troca de Miles Bridges (seu melhor finalizador na pintura) por Naz Reid, o problema não melhorou. Brandon Miller e Kon Knueppel são excelentes na movimentação e tiro, mas ambos têm dificuldade em descer para a cesta com consistência.
Na defesa, Brandon Miller é o principal marcador perimetral de Charlotte, o que pode sobrecarregá-lo. Coby White e Knueppel ficam abaixo da média defensiva em suas posições. Anderson, Allen e Mann, enquanto isso, representam vulnerabilidades que times ofensivas experientes tendem a explorar.
Guia rápido
- Coby White — Novo armador titular dos Hornets; criador de jogo que consegue levar a ofensiva.
- Ball-handling (manuseio de bola) — Capacidade de controlar a bola e criar separação; essencial para armadores.
- Assist percentage (porcentagem de — Percentual de arremessos do time que recebem assistência do jogador; mede criação.
- Bottom tier — Posição entre os piores da liga em uma determinada estatística.
Os movimentos do verão não responderam aos principais gargalos da equipe.
Fonte: Sports Illustrated