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Um tópico do r/nba reacendeu uma velha mágoa: em 2017, os Clippers chamaram Blake Griffin de clipper para a vida toda, e meio ano depois ele estava fora. Não há fato novo, é pauta de nostalgia e ressentimento, mas rendeu conversa entre os torcedores.
O post relembra o roteiro da free agency de 2017. Segundo o autor, o clube comparou Blake a MLK Jr e a Gandhi, fez até uma aposentadoria simbólica de camisa e o convenceu a assinar. Seis meses depois, ele foi trocado para Detroit.
O autor vai além e diz que a diretoria dos Clippers não liga para a Lob City nem para a história do time. Cita como prova que o clube não pretende aposentar a camisa de CP3, assim como nunca teria planejado aposentar a de Blake. Para ele, o time já sabia que ia trocá-lo quando falou em clipper para sempre. É a opinião do autor, não algo que se possa confirmar.
Nos comentários, a reação foi de identificação e ironia. Um torcedor coloca o caso entre as maiores traições de um time a um jogador, citando Luka como outro exemplo, embora admita que Blake não estava nesse patamar. Outro usa o caso para defender que jogador tem direito de forçar troca ou sair: no fim das contas, é um negócio.
Há também quem note o custo esportivo da troca. Um torcedor diz que o primeiro ano completo de Blake com o time foi especial e poderia ter continuado se as pernas dele não tivessem cedido no fim da temporada. Outro joga a culpa no modelo de dono bilionário único, que gasta para ganhar enquanto quer, mas descarta quem deixa de interessar.
Voz da torcida
- “Blake Griffin, MLK e Gandhi. Que escalação. (ironizando a comparação do clube)”
- “O cara levou uma chuva de carinho e depois foi descartado.”
- “Não era do calibre de Luka, mas está entre as maiores traições que um time já fez.”
- “Mandaram o cara para Detroit, e a diretoria continuou fazendo bobagem depois. O primeiro ano completo dele ali tinha algo especial, e podia ter seguido se as pernas não tivessem cedido no fim da temporada.”
- “Com dono bilionário único, o time vira brinquedo: ele gasta para ganhar porque quer, mas se enjoa de alguém, se livra. O jogador também é brinquedo.”
Se a comparação com Gandhi não colou, a piada ficou: o clipper para a vida toda durou seis meses.
Guia rápido
- Lob City — apelido da era dos Clippers marcada por alley-oops, os passes para enterrada no ar, que aparece no post como parte da história que o autor diz que o clube não valoriza
- CP3 — apelido de Chris Paul, armador; no post, o autor diz que o clube não pretende aposentar a camisa dele
- aposentar a camisa — honraria em que o clube tira um número de circulação para sempre em homenagem a um jogador e o pendura no ginásio
- free agency — período em que jogadores sem contrato negociam com qualquer time; foi nele que Blake assinou, segundo o post
A “voz da torcida” é adaptada das reações no tópico do r/nba. Fonte: tópico original (Reddit)