Bastidores

NBA rebate ESPN e cita 'imprecisões' em texto sobre os Clippers

New York Post

A NBA reagiu com dureza a uma reportagem da ESPN sobre a investigação dos Los Angeles Clippers e disse que o texto contém "numerosas e significativas imprecisões". A liga não detalhou quais trechos considera errados.

Na segunda-feira, a ESPN informou, citando três fontes, que os investigadores não encontraram evidência de que o dono dos Clippers, Steve Ballmer, repassou dinheiro a Kawhi Leonard por meio de patrocinadores do time para driblar o teto salarial. Segundo a reportagem, a apuração agora examina se o clube violou regras apenas por conectar Leonard a parceiros comerciais, e também se falhou na supervisão de funcionários. A ESPN afirmou ainda que advogados de Ballmer e da equipe têm travado negociações "acirradas" com a liga desde que o escritório Wachtell, Lipton, Rosen & Katz apresentou conclusões iniciais, no fim de julho.

O porta-voz da NBA, Mike Bass, respondeu em nota: "A reportagem da ESPN sobre a investigação dos LA Clippers, para a qual a NBA se recusou a cooperar, contém numerosas e significativas imprecisões. Os resultados neste caso ficarão claros quando a investigação for concluída."

A apuração começou há quase um ano, após surgirem acusações de que Leonard recebeu da Aspiration, empresa hoje falida e com laços financeiros com Ballmer e os Clippers, um contrato de patrocínio de quatro anos e US$ 28 milhões (cerca de R$ 151 milhões). O acordo seria do tipo "no-show", sem contrapartida real, para dar remuneração extra fora do teto. Ballmer e os Clippers negam ter burlado as regras. Segundo relatos, a investigação também passou a olhar as relações de Leonard com outros parceiros do time, como Daktronics e Boingo Wireless. Os Clippers dizem que apresentar jogadores a patrocinadores é prática comum na NBA e que não negociaram nem ditaram os termos dos contratos de Leonard.

A NBA diz que o resultado ficará claro quando a investigação for concluída, e a troca de Leonard para Toronto segue parada até lá.

Guia rápido

  • Teto salarial — Limite de gasto com salários que a NBA impõe às equipes; burlá-lo, por exemplo com pagamentos por fora, é considerado infração grave pela liga.
  • Contrato "no-show" — Acordo de patrocínio em que o atleta recebe sem prestar um serviço real em troca, o que a liga trata como possível forma de remuneração disfarçada.
  • Aspiration — Empresa hoje falida que, segundo o material, tinha laços financeiros importantes com Steve Ballmer e os Clippers e é citada no contrato de US$ 28 milhões de Leonard.
  • Wachtell, Lipton, Rosen & Katz — Escritório de advocacia que, segundo a ESPN, apresentou as conclusões iniciais da investigação no fim de julho.

Fonte: New York Post